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Casamento: moda, obrigação, atraso ou escolha?



Segundo o dicionário Michaelis, o casamento é um ato solene de união entre duas pessoas numa cerimônia que celebra vínculo conjugal e união de um casal, legitimada pela autoridade civil e/ou religiosa. Atualmente, ele é visto como uma ação, contrato, formalidade ou cerimônia que deve ser realizado para estabelecer uma união conjugal, em que os envolvidos têm como propósito a vida em conjunto, que envolve o compartilhamento de interesses, atividades e responsabilidades, em busca do bem comum e estabelecimento de uma nova família.

Obrigação:
As primeiras formas de casamento eram vistas como ferramentas de manutenção de relacionamentos entre grupos sociais ou étnicos. As famílias/sociedades viam no casamento uma forma de estabelecer alianças e conquistar aliados, constituindo relações diplomáticas e laços econômicos. Por muito tempo, casamentos eram arranjados pelas famílias dos noivos, que buscavam conseguir perpetuar alianças ou a manutenção do poder econômico familiar ao promoverem casamentos entre famílias com posses maiores ou de tamanho similar. O desejo dos noivos de certa forma não contava e, reforçada pela opressão feminina dessa época, muitos casais se uniram sem ao menos se conhecer, simplesmente em obediência aos pais e os interesses deles.

Moda:
Segundo matéria publicada no site Globo.com, o casamento voltou a ficar na moda entre os jovens, Essa pesquisa afirma que o casamento está nos planos de 19% da geração que têm entre 15 e 20 anos, e de 17% da geração que tem de 21 a 34 anos. No Brasil, por sua vez, isso está acontecendo cada vez mais tarde. Nas décadas de 80 e 90, os homens se casavam com 27 anos, em média, e as mulheres com 24. O levantamento mais recente mostra noivos com 33 anos, em média, e noivas com 30 anos. O casamento já esteve muito mais na moda. Depois do auge nos anos 70, o número de casamentos no Brasil caiu bastante.
Nos últimos 14 anos o número de casamentos voltou crescer, provavelmente impulsionado por dois fatores em especial: A necessidade de independência - saída dos filhos da casa dos pais - ou uma gestação inesperada (sendo que essa causa nem sempre termina em casamento, mas na união “estável” do casal sem casar-se).

Atraso:
Mesmo com a quantidade de casamentos crescendo, para muitos jovens ele não é bem visto. Jovens que já convivem com outras obrigações (com os pais, a religião, a vida profissional e assim por diante), e tendem a priorizar sua realização individual. E em um casamento, passamos a ter “um sócio” com 50% dos votos para discutir e negociar todos os aspectos da vida sendo que as divergências de opinião tendem a virar impasses. E multiplicando-se tarefas (criar filhos, planejar férias, constituir patrimônio, etc.) aumenta a responsabilidade e estresse. E diante das adversidades, se o casamento está mal, é “simples”: se você não optar por mudar na relação (que invariavelmente incide em mudar primeiro), simplesmente desiste e quer sair do casamento. Dessa forma, eles concluem: pra que se estressar com isso se pode viver e curtir a vida sem esse tipo de compromisso? Tornou-se um grande desafio convencer a juventude atual da importância e benefícios de um casamento saudável e amparado pela proteção divina.

O Projeto de Deus para o casamento: uma escolha certa
Nossa vida é uma sucessão de escolhas. E no casamento não é diferente. A vida a dois só pode ser construída com escolhas certas, inicialmente de dar a Deus a primazia em benefício do cônjuge: respeitar, amar, perdoar, adaptar, abdicar, aprender, construir juntos ao longo da caminhada como casal planejada por Deus, independente das circunstâncias.
O casamento é uma ordenança cristã. Quando o casal se ama a ponto de se entregar em uma relação de renúncia do eu (consciente, não existe obrigação), então devem deixar seus pais e se unir em um matrimonio. Entender isso nos leva além das adversidades cotidianas e das dificuldades também, pois um casamento baseado nos princípios bíblicos é fundamentado no amor. Esse sentimento que une, perdoa, ajuda e completa a lacuna que temos desde o momento que nascemos. E através desse fundamento vemos o nosso cônjuge como aquilo que faltava para viver e ser feliz, não como um adversário (ou um sócio, como citado no tópico anterior), mas como um companheiro (a). Vemos nosso cônjuge e apaixonados escolhemos amar. Veja o exemplo de Adão, que ao ver Eva a amou e disse "Esta, sim, é osso dos meus ossos e carne da minha carne!” (Gênesis 2:23a) É o fim do eu e o início do nós!
Assim, esse é o plano de Deus para nós. Um casamento forte gera famílias fortes, que por sua vez fortalecerá a sociedade em que vivemos. E precisamos estar conscientes de que os livros, os periódicos, os seminários, os vídeos e os sermões sobre a felicidade num casamento “até que a morte os separe” não nos isenta da responsabilidade de transformamos nossos relacionamentos conjugais em exemplos; modelos dignos de serem imitados pelos adolescentes e jovens que precisam ver em nossas famílias a materialização ou a concretização dos princípios bíblicos que tanto pregamos.
Eis o desafio.
Escolha viver.
Escolha casar e amar seu cônjuge como a si mesmo.
Como Jesus nos ensinou. E podemos acreditar em um futuro melhor para as gerações que virão.

Que Deus nos abençoe!



Fontes Bibliográficas
CASAMENTO NA MODA - Pesquisa revela que o casamento voltou a ficar na moda entre os jovens – Globo.com (visitado em 15/03/16) em http://g1.globo.com/hora1/noticia/2016/01/pesquisa-revela-que-o-casamento-volta-ficar-na-moda-entre-os-jovens.html
SAGRADA, Biblia. Nova Versão Internacional.
SIGNIFICADO DE CASAMENTO. Dicionário Michaelis online (visitado em 14/03/16) emhttp://michaelis.uol.com.br/moderno/portugues/index.php?palavra=casamento
HISTÓRIA DO CASAMENTO. Portal Mundo Educação (visitado em 14/03/16) 
João Paulo de Almeida Silva João Paulo de Almeida Silva Author Bacharel em Teologia (formado no ano de 2015 na Faculdade Teológica Batista de São Paulo). Membro da Igreja Evangélica Batista em Perdizes desde 2014.

A importância da amizade

O que vem a ser a amizade?





A amizade é uma relação afetiva entre indivíduos que, mesmo com as diferenças que têm entre si, possuem um sentimento positivo em comum; trata-se de um relacionamento social voluntário de intimidade, podendo ter diversas origens, entre elas, o meio em que as pessoas convivem (trabalho, colégio, faculdade, etc.). Pode existir entre homens, mulheres, irmãos, namorados, cônjuges, parentes, pessoas com diferentes vínculos. 
Na amizade deve existir um compromisso que envolve companheirismo, dedicação, lealdade, honestidade, fidelidade, etc.

Amizade nos dias atuais
Entretanto nos dias atuais convivemos com um fenômeno oriundo do avança da tecnologia: as amizades virtuais. Estas permitem o envolvimento entre pessoas que sequer se conhecem pessoalmente, ou que não possuem nenhum tipo de afeto entre si. São “contatos” que que utilizam esses canais, que podem até encurtar distâncias, mas que podem acabar contribuindo para o isolamento, pois a amizade não se cultiva “curtindo” uma foto ou pensamento, é preciso envolvimento e contatos mais profundos.
Assim, é possível então afirmar que as amizades baseadas em convivência e proximidade estão cada vez mais raras. As pessoas não têm interesse nisso. Afinal, por que alguém com a vida tão atarefada deixaria de lado aquela selfie com potencial de 500 “likes” para investir seu precioso tempo fazendo o seu amigo feliz?
Em nosso mundo individualista, se é para ter amigos, que seja os que possuam algo diferente a oferecer ou acrescentar, não os que precisam da nossa atenção, compreensão, cumplicidade - isso demanda esforço. 
É necessário ter dedicação para a manutenção de uma amizade, mas isso requer tempo, e isso é algo escasso nos dias atuais.

A amizade no meio Cristão
A amizade cristã deve ser alicerçada no amor, conforme definição dada pelo próprio Jesus Cristo: " Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a sua vida pelos seus amigos. Vocês serão meus amigos, se fizerem o que eu lhes ordeno. Já não os chamo servos, porque o servo não sabe o que o seu senhor faz. Em vez disso, eu os tenho chamado amigos, porque tudo o que ouvi de meu Pai eu lhes tornei conhecido." (João 15:13-15). Jesus é o exemplo puro de um verdadeiro amigo, pois Ele deu a sua vida por seus "amigos".
Eis uma grande oportunidade de fazer a diferença em meio ao individualismo em que vivemos: Em Filipenses 2:3-4 lemos: “Nada façam por ambição egoísta ou por vaidade, mas humildemente considerem os outros superiores a si mesmos. Cada um cuide, não somente dos seus interesses, mas também dos interesses dos outros.”, sendo essas ações que se destacam em ser um amigo de verdade.
Amigos que unidos podem ser mais fortes e fazendo igrejas mais fortes, pois: “Melhor é serem dois do que um, porque têm melhor paga do seu trabalho. Porque se caírem, um levanta o companheiro; ai, porém, do que estiver só; pois, caindo, não haverá quem o levante. Também, se dois dormirem juntos, eles se aquentarão; mas um só como se aquentará? Se alguém quiser prevalecer contra um, os dois lhe resistirão; o cordão de três dobras não se rebenta com facilidade.”
Dessa forma, a amizade firmada no segundo maior mandamento deixado por Cristo (amor ao próximo como a si mesmo) é o desafio cristão que vivemos e podemos testemunhar dia a dia.

O que podemos fazer?
Mesmo entre os cristãos, existem dificuldades em conviver em amizade. Temos nossas “justificativas” para não nos envolvermos e muito menos nos doarmos pelos outros: trabalho, casa, faculdade, metas... Entretanto, às vezes é necessário colocar o ego e a razão de lado, não só para o crescimento do Reino, mas por uma sociedade mais forte. 
Mesmo sabendo que seria traído por um dos seus apóstolos, Jesus o respeitou e amou até a traição. Se Ele é o exemplo à ser seguido, o que estamos fazendo com os nossos amigos quando "entendemos" que estamos certos e eles errados?
Sejamos a diferença!
Amigos precisam estar juntos, ajudando um ao outro independente das circunstâncias, amigos devem dividir as cargas que possuem - assim o peso será menor, se estiverem juntos serão mais fortes até mesmo diante das adversidades: se um cair, o outro pode levantá-lo.
Então, um conselho prático para hoje é que possamos viver em grupo, juntos, com respeito as diferenças e unidade de propósito; com perdão pelas falhas e empatia pelas fraquezas; seguindo o exemplo de Jesus, amando seus amigos como a si mesmo e viver, não apenas uma amizade superficial, mas concreta. Testemunhando o amor de Deus através da sua vida e fazendo a diferença onde estivermos.

Estamos prontos?

Bibliografia
A SUPERFICIALIDADE DOS LAÇOS DE AMIZADE: A Gazeta do Povo (visitado em 20/04/2016 em http://www.gazetadopovo.com.br/vida-e-cidadania/a-superficialidade-dos-lacos-de-amizade-5gbzn9e0lvvwgdws555c9fia6)
O QUE É A AMIZADE: Portal Significados.com (visitado em 12/04/2016 emhttp://www.significados.com.br/amizade/)
SAGRADA, Bíblia. Nova Versão Internacional.
João Paulo de Almeida Silva João Paulo de Almeida Silva Author Bacharel em Teologia (formado no ano de 2015 na Faculdade Teológica Batista de São Paulo). Membro da Igreja Evangélica Batista em Perdizes desde 2014.

Tetelestai: a verdadeira Páscoa






1-Um pouco sobre a história da Páscoa antiga
Pouco se comenta, mas a origem da Páscoa pode ser antes ainda do período de libertação dos israelitas do Egito (período pré-mosaico). Alguns estudos históricos, inclusive de textos bíblicos, indicam que a Páscoa inicialmente foi uma cerimônia que marcava o fim da primavera e início do verão, sendo celebrada por famílias de pastores nômades ou seminômades e tinha por objetivo pedir a proteção divina à família e aos bens que possuíam.
Para os judeus, a Páscoa (Pessach, em hebraico, significa passagem) representa o livramento divino (da última praga) e a travessia pelo mar Vermelho, quando o povo liderado por Moisés passou da escravidão do Egito para a liberdade rumo a Terra Prometida. A Festa da Páscoa, a primeira das grandes Festas judaicas mencionadas na Bíblia, é observada e comemorada mais do que qualquer outra Festa do calendário judaico.


2-A Páscoa comercial pelo mundo
A Páscoa é uma época cheia de tradições e em muitos países não se resume apenas em ovos de chocolate e no famoso coelhinho. Embora existam elementos em comum, as tradições agregam características de cada cultura e região.
Existem diferentes simbologias ligadas a essa data. O ovo aparece como representação de fertilidade em diversos países – e nem sempre é de chocolate. Outros símbolos conhecidos são: o sino e o coelho. Estas tradições milenares foram introduzidas oficialmente pela igreja de Roma nas comemorações da Páscoa em 1215.
No ocidente, inicialmente os ovos eram de galinha ou de pata, pintados à mão. Mais tarde apareceram ovos mais aprimorados, feitos de madeira ou cera. Em 1828, na Europa, com o desenvolvimento da indústria de chocolate vieram os primeiros ovos deste material.
No início do século XX, os ovos de chocolates passaram a ser decorados com papéis e fitas, acrescidos pelos recheios e brindes mais variados - como são vendidos até o dia de hoje . No Brasil, os primeiros deste tipo chegaram na década de 20, vindos de Paris. Portanto, a Páscoa hoje é sinônimo de coelhos e de ovos de chocolate, agradando tanto às crianças quanto ao comércio, que fatura muito nessa época.


3-A Páscoa cristã
Para o cristianismo, a Páscoa gira em torno da pessoa de Jesus. Antes de seu sacrifício na cruz, Jesus celebrou a última Páscoa com seus discípulos, dando então novo sentido a ela. O cordeiro pascal usado por Moisés simbolizaria ele mesmo e por meio de sua morte os pecados da humanidade seriam perdoados. Ele usou pão e vinho para simbolizar seu sacrifício. (Lucas 22.19,20) e por este memorial se comemora a libertação, não somente do poder do pecado, mas da morte espiritual.
A Páscoa é uma das festividades mais importantes para o cristianismo, pois representa a morte e principalmente a ressurreição de Jesus Cristo, o filho de Deus. Esse é o fator central e preponderante da fé cristã, pois Jesus entregou-se a si mesmo para redenção da humanidade.

4-Uma palavra para nunca se esquecer
Jesus escolheu uma palavra cheia de significados para o momento em que se entregou pela humanidade: “tetelestai”. Trata-se de uma palavra grega traduzida pela expressão: “está consumado” (João 19:30). Vamos procurar entender o sentido dessa palavra tão importante:
  1. Está pago. Tetelestai era usada para afirmar que uma dívida estava paga. No seu sacrifício, Jesus pagou a dívida do nosso pecado que foi salientado pela lei dada no monte Sinai. Paulo explicou: “Quando vocês estavam mortos em pecados e na incircuncisão da sua carne, Deus os vivificou juntamente com Cristo. Ele nos perdoou todas as transgressões e cancelou a escrita de dívida, que consistia em ordenanças, e que nos era contrária. Ele a removeu, pregando-a na cruz” (Colossenses 2:13-14).
  2. Sentença Executada. Quando as pessoas passavam em frente às prisões, sob a cela, havia a descrição da pena e do tempo restante para o prisioneiro pagar. Ao término do período, no lugar onde antes havia a sentença, lia-se a palavra tetelestai. Ou seja, a sentença que existia foi paga. Dessa forma, Jesus assumiu o lugar de todos que mereciam a morte pelos seus pecados e ele mesmo declarou que a sentença foi executada, nos deixando livres! Pedro disse que Jesus sofreu em nosso lugar, “Para isso vocês foram chamados, pois também Cristo sofreu no lugar de vocês, deixando-lhes exemplo, para que sigam os seus passos; Ele mesmo levou em seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro, a fim de que morrêssemos para os pecados e vivêssemos para a justiça; por suas feridas vocês foram curados. ” (1 Pedro 2:21,24).
  3. Vitória! Ao término da batalha, soldados gritavam esta palavra para anunciar suas vitórias. Era o grito de triunfo. Jesus exclamou sua vitória nessa palavra, morrendo como sacrifício perfeito e vencendo o pecado. Quando ressuscitou três dias depois, venceu também a morte. A tradução comum “está consumado” comunica bem o sentido dessa palavra e inclui os diversos aspectos da consumação da missão messiânica. Jesus completou sua carreira e cumpriu seu propósito.
Jesus falou tudo isso quando disse: Tetelestai!
Assim, a mensagem da páscoa que devemos guardar é que possamos não somente comemorar e lembrar desse momento único hoje, mas em todos os dias da nossa vida, pois é por causa disso que estamos aqui.
Que assim seja, uma feliz páscoa todos os dias para você, graças a Cristo!


Fontes Bibliográficas
SAGRADA, Biblia. Nova Versão Internacional.
PASCOA JUDAICA. Portal Doutrinas Biblicas.com (visitado em 27/03/16) em http://www.doutrinasbiblicas.com/pascoajudaica_t/pascoajudaica.htm
SIGNIFICADO DA PÁSCOA CRISTÃ – Portal Significados.com (visitado em 27/03/16) em http://www.significados.com.br/pascoa-crista/

UM ESTUDO SOBRE A ORIGEM DA PÁSCOA. Escola de Teologia – Universidade Metodista de SP (visitado em 27/03/16) em http://portal.metodista.br/fateo/materiais-de-apoio/estudos-biblicos/um-estudo-sobre-a-origem-da-pascoa

João Paulo de Almeida Silva João Paulo de Almeida Silva Author Bacharel em Teologia (formado no ano de 2015 na Faculdade Teológica Batista de São Paulo). Membro da Igreja Evangélica Batista em Perdizes desde 2014.

O cristão e a política

1- Uma relação antiga
A política é a ciência da governança de um grupo (Estado) e também uma arte de negociação para compatibilizar interesses comuns.
Dessa forma, fica claro que, desde a libertação do Egito, o povo escolhido por Deus tinha um representante terreno para guiá-lo conforme os interesses divinos. Iniciou-se com Moisés, elo entre o governo teocrático e o povo, que tinha como objetivo garantir o bem-estar de todos mediante a obediência aos mandamentos divinos. Moisés passou essa responsabilidade a Josué, sendo este sucedido por Juízes que realizaram esse papel com eficiência, buscando sempre o melhor para o povo, mediante os planos de Deus.
Mais adiante, o povo de Israel, observando o regime adotado pelas demais nações, chegou à conclusão de que um “simples representante” do governo, até então teocrático, não era mais suficiente. Eles queriam um Rei que pudessem ver, servir e seguir, e assim inicia-se a era da monarquia, que deveria ser submissa aos mandamentos divinos, mas que de certa forma daria poder às pessoas. E vieram os reis: Saul, Davi, Salomão, e  outros mais.  Infelizmente, poucos observaram os mandamentos e foram bem sucedidos, porém, a maioria dos reis decepcionaram e trouxeram a ira divina para todo o país de Israel. O culto a outras divindades e o crescimento das desigualdades e injustiça trouxeram consequências graves, tais como: o exílio, a  destruição do país, a perda da tão sonhada ‘Terra Prometida’ e da proteção divina. Um governo ruim significaria sofrimento ao povo.
Mais tarde, Jesus e os apóstolos deixaram extremamente claro em seus ensinamentos que governo e igreja são instituições diferentes e que devem ser respeitadas, pois, de alguma forma, foram concebidos com a permissão de Deus. O governo, então, deve garantir a dignidade às pessoas; enquanto o papel da igreja está em anunciar um evangelho que é contra a injustiça e a desigualdade. Os primeiros cristãos não somente pregavam, como também viviam esse estilo de vida, amando ao próximo e repartido entre si suas posses. Essas atitudes, tão contrárias ao modelo de governo romano, desagradaram ao império e culminou numa forte perseguição à igreja primitiva.
Entretanto, vendo que a perseguição não estava trazendo resultados, Roma decidiu então unir-se à “religião que mais crescia”, fazendo desta a crença oficial do Império e, em nome dessa união, pudessem crescer juntos - não necessariamente de uma forma saudável, mas a verdade é que Igreja e Estado caminharam juntos por muitos anos.


2- A corrupção humana
O Brasil contemporâneo possui um sistema democrático, no qual a população elege seus representantes e estes tem como dever servirem ao povo, trabalhando com o objetivo de minimizar as desigualdades e injustiças, proporcionando dignidade e qualidade de vida a todos.
Entretanto, teoria e realidade se mostram bem diferentes. Os governantes e políticos do nosso país caíram em descrédito, mediante a quantidade absurda de escândalos e promessas feitas durante o processo eleitoral que não foram cumpridas. Além disso, a desigualdade social cresce cada dia mais; condições básicas de saúde, educação, abastecimento, habitação e segurança não são respeitadas e os recursos destinados a essas áreas simplesmente “desaparece” ou acaba direcionado a outras “prioridades” - prejudicando principalmente os mais necessitados.
Mas por que esses políticos se mantêm no poder? Por que aqueles que passam três dos quatro anos de mandato “escondidos” e reaparecem nas eleições acabam por convencer as pessoas que merecem mais uma chance? Porque ainda estamos sendo coniventes com esse cenário? A igreja pode fazer algo para mudar essa situação? Qual seria o nosso papel diante de tanta corrupção, desigualdades e injustiça? Vejamos a seguir.
3- Como fazer a diferença?


Usar com sabedoria e consciência o direito do voto: Como cidadãos, devemos procurar sempre um melhor esclarecimento nessa área tão importante. Conhecer e estudar o programa político e histórico dos partidos e candidatos é fundamental para uma boa escolha. Políticos que usaram seu mandato para desviar os recursos públicos ou qualquer outro ato ilícito devem ter nosso repúdio e não nosso apoio. Como cristãos, não devemos aceitar que o púlpito das nossas igrejas seja transformado em “palanque eleitoreiro”, mas este deve ser um lugar de orientação (nunca coação) a todos. Os cristãos devem fazer oposição a qualquer ideia que não esteja em concordância com a mensagem do evangelho, fundamentada no amor a Deus e ao próximo. O uso correto do direito ao voto possibilita melhores resultados, desta forma, devemos estar muito bem preparados.
Monitorar o cumprimento do que foi prometido durante a campanha e governo: Além da importância do voto consciente, os cristãos também devem acompanhar os governantes em seus mandatos. Como cidadãos, devemos monitorar o cumprimento do que fora prometido durante a campanha política, garantindo o bem-estar das pessoas em todas as áreas, pois o governante foi eleito para servir ao povo. De nada adianta analisarmos os candidatos se não acompanharmos a evolução daqueles que se elegeram. Devemos exercer na prática o conceito de participação cidadã e cristã, denunciando e questionando o errado e sendo grato pelo certo.
Orar por todos os nossos governantes e eleitores: Por fim, como cristãos devemos fazer uso da oração em momentos tão delicados como o que vivemos atualmente. Oração pelos políticos, para que sejam idôneos no cumprimento das suas atribuições. Oração pela justiça, que não haja impunidade aos que desonrarem seus postos. E oração pelos eleitores, que exerçam o seu direito pensando no bem-estar e dignidade de todos. Que sejamos unanimes nas escolhas e que essas possam nos conduzir a dias mais calmos e justos, que a misericórdia de Deus nos acompanhe e nos ajude!


Fontes Bibliográficas
CAVALCANTI, Robinson. A IGREJA, O PAÍS E O MUNDO – Desafios a uma fé engajada. Viçosa/MG, Ultimato, 2000.
SAGRADA, Biblia. Nova Versão Internacional.
SIGNIFICADO DE POLITICA. Portal Significados.com (visitado em 07/03/16) em http://www.significados.com.br/politica/
UMA REFLEXÃO SOBRE O CRISTÃO E A POLITICA. Portal Palavra da Verdade (visitado em 07/03/16) em http://hernandesdiaslopes.com.br/2014/10/uma-reflexao-sobre-o-cristao-e-a-politica/#.Vt3TAPkrKM8

João Paulo de Almeida Silva João Paulo de Almeida Silva Author Bacharel em Teologia (formado no ano de 2015 na Faculdade Teológica Batista de São Paulo). Membro da Igreja Evangélica Batista em Perdizes desde 2014.

Precisamos ter fé...


1. Antes de mais nada, o que é a fé?
Segundo o dicionário Aurélio, a fé pode ser entendida como confiança absoluta àquilo que se considera verdadeiro; um sentimento de quem crê em determinados ideais ou princípios, normalmente, religiosos; estado ou atitude de quem acredita ou tem esperança em algo.
No contexto secular, a fé pode existir nas seguinte situações:
  1. Fé em si mesmo: a fé está intimamente ligada à confiança, implicando em tomar uma atitude em meio a incerteza. Diante de problemas (emocionais, físicos, financeiros, etc.), ter fé significa ter esperança de algo vai mudar de forma positiva e que a adversidade será superada.
  2. Fé nas pessoas: trata-se da confiança que depositamos em uma pessoa ou um grupo, acreditando na sua fidelidade quanto ao cumprimento ou realização de algo que havia sido combinado ou esperado.
Podemos entender que a fé no meio secular é totalmente dependente das pessoas, que são falíveis, e nem sempre atendem às expectativas, causando decepção e, com o tempo, descrença..

2. A fé no meio cristão
No contexto religioso, a fé é uma virtude daqueles que aceitam como verdade absoluta os princípios difundidos por sua crença. Para o cristão, por exemplo, ter fé em Deus é acreditar na sua existência e no seu poder.
A fé em Deus, e nos seus planos, é o motor das Escrituras Sagradas. O capítulo 11 do Livro de Hebreus exemplifica a importância da fé para a vida cristã, afirmando que, por meio dela, as pessoas viveram grandes experiências, acreditando na ação divina mesmo em meio as dificuldades.
De Abel aos apóstolos, as Escrituras estão repletas de exemplos de fiéis alcançando promessas e feitos miraculosos. Pessoas que, mesmo diante da morte, estavam regozijantes, confiando em um Deus que transcenderia o estado de morte para um estado de vida eterna - promessa que não poderia ser vista ou experimentada em vida, mas acreditavam que após a morte a teriam.
A lição que tiramos com a história desses grandes personagens bíblicos é de que todos nós estamos sujeitos a enfrentar enfermidades, doenças, enfraquecimento e até mesmo a morte. A forma como reagimos diante dessas situações revelará nosso caráter e será exemplo para as pessoas sobre aquilo que acreditamos.  

3. Fé em momentos difíceis
O cenário não é nada animador: Veja o mundo. Veja em que situação chegamos. E por incrível que pareça... Pode e vai piorar!
As nações guerreiam, mesmo que seja sem a utilização de armamento, em busca de poder e status. Enquanto isso, a maioria das pessoas brigam pelas migalhas que restam e morrem de fome, doenças ou causas muitas vezes desconhecidas -  sem ter a chance de lutar pela própria vida!
Mesmo com todo o suporte da tecnologia para facilitar a comunicação, as famílias da nossa sociedade não têm comunhão dentro dos lares. Falta um “tempo de qualidade juntos”, diálogo, uma real fraternidade entre os membros, que por sua vez dão lugar  à magoa, discórdia, desrespeito, afastamento,  agressão e até mesmo à morte.
Diante dessas adversidades,  o que as podemos esperar da fé? Alguns líderes religiosos têm usado a fé para ludibriar a mente dos fiéis, conduzindo-os conforme seu propósito, não para realmente ajudar. Por outro lado, muitos fiéis, talvez por reflexo dos seus líderes ou simplesmente por falta de interesse, preferem “ouvir e obedecer” ao invés de examinar e questionar. Independente do motivo o resultado é sempre o mesmo: pessoas acabam se frustando em uma busca desenfreada na religião a solução para os seus problemas, atendendo as necessidades que possuem, massagear o próprio ego.
Assim contemplamos os países silenciosamente guerrearem pela manipulação das nações mais pobres. Famílias cada vez mais desunidas... Destruídas... Vazias. Pessoas manipuladas pelas religiões que ao invés de libertar, aprisiona e as torna individualistas, egocêntricas, avarentas e antipáticas. Esse é o cenário que nos faz pensar e consequentemente optar pelo mal.... Ao mal para reclamar,  para lamentar, ao mal para desistir.

4. Podemos viver pela fé
A fé é acreditar no que não se vê, mas se espera. Ou seja, mesmo que todas as evidências digam o contrário,  esse sentimento gera a certeza de que existe um futuro glorioso para quem permanece em Deus.
A fé nos impulsiona a agir, pois, conforme o texto de Tiago 2:17 “a fé, se não tiver as ações, é morta em si mesma”.  Ou seja, ela simplesmente não existe! Se nós dissermos que cremos no sacrifício de Cristo e não agirmos como um cristão, nós simplesmente acreditamos que Cristo veio à Terra, viveu, morreu como um homem comum, mas jamais O teremos como o Salvador de nossas vidas.
Todas as adversidades que vivemos hoje já tinham sido “avisadas” por Jesus quando esteve entre nós (Mateus 24:4-14) e é nosso papel passar por isso perseverando em Cristo e seus ensinamentos. A acreditando na promessa que João escreveu em Apocalipse 21, que um dia todo pranto, dor, pecado e morte passarão e aqueles que perseverarem pela fé serão salvos. Essa é a nossa esperança!
Para viver essa esperança é preciso acreditar que fomos escolhidos para fazer a diferença com nossas atitudes, palavras e pensamentos. Crer que podemos ser úteis ao Reino de Deus desde agora, ajudando, ensinando, amando, simplesmente sendo Cristãos. Mesmo com as adversidades que vivemos ainda assim eu te convido a crer que algo diferente pode acontecer, fora da lógica humana, que possa mudar a história mais uma vez.
Basta ter fé!

Fontes Bibliográficas
FOWLER, James. Estágios da Fé; a Psicologia do Desenvolvimento Humano e a Busca de Sentido. São Leopoldo, Sinodal, 1992.
SAGRADA, Biblia. Nova Versão Internacional.
SIGNIFICADO DE FÉ. Portal Dicionário Aurélio (visitado em 04/03/16) em http://dicionariodoaurelio.com/fe
SIGNIFICADO DE FÉ. Portal Significados.com (visitado em 04/03/16) em http://www.significados.com.br/fe/
João Paulo de Almeida Silva João Paulo de Almeida Silva Author Bacharel em Teologia (formado no ano de 2015 na Faculdade Teológica Batista de São Paulo). Membro da Igreja Evangélica Batista em Perdizes desde 2014.

A importância de uma boa comunicação cristã - Um tema extremamente relevante para o nosso dia a dia.

1. O que é Comunicação?

Segundo o dicionário Aurélio, a comunicação se refere à prática que se debruça sobre a informação, a sua transmissão, captação e impacto causado por ela. A comunicação é, portanto, a transmissão de informações entre um emissor e um receptor e a percepção de significado entre as pessoas envolvidas nesse processo. Dessa forma, a comunicação tem o poder de vencer barreiras ou de destruir civilizações inteiras – dependendo da forma como ela ocorre.


2. A importância da comunicação na sociedade atual


Tudo gira em torno da comunicação e por meio dela ao longo dos anos ideias são transmitidas, tradições mantidas ou mudadas e a história é contada. No cenário atual isso acontece de forma instantânea, pois o avanço tecnológico possibilitou que mensagens enviadas daqui do Brasil, este blog por exemplo, sejam visualizadas em qualquer parte do mundo – o que era impensável há algumas décadas. É necessário ter em mente que estamos nos comunicando a todo momento, seja no papel de emissor ou receptor, através da leitura, de uma música, um filme, um e-mail, no modo como nos vestimos ou nos portamos, estamos sempre transmitindo ou recebendo uma mensagem que pode alterar o rumo das coisas em nossa vida, no meio em que vivemos ou até mesmo em todo o mundo. Quando estamos no papel de emissor, somos julgados pelo receptor. De uma forma geral, isso acontece por uma soma de fatores, tais como: a forma como a mensagem foi passada (tom de voz, expressão corporal, etc), o estado emocional, a cultura e as convicções (sociais, profissionais, culturais e espirituais) do indivíduo para quem a mensagem é transmitida. Desta forma, é de extrema importância buscarmos a melhor maneira de expor as nossas opiniões e ideias, garantindo que a interpretação esteja de acordo com o proposito pelo qual a comunicação é feita.

3. Como garantir o sucesso da comunicação?

Uma comunicação eficaz pode ser entendida como aquela que transforma e muda a história das pessoas - quando tiver esse propósito. Considerando que cada indivíduo tem suas próprias convicções e é influenciado por toda informação adquirida ao longo da vida, conhecer e entender o receptor da sua mensagem é um dos pontos mais importantes para conseguir obter uma comunicação eficaz (as pessoas não são iguais). E se a comunicação efetuada não alcançar o objetivo esperado, ela provavelmente não foi efetuada da forma correta.

4. A comunicação Cristã

Um dos maiores exemplos de comunicação é a própria história do Cristianismo. Iniciado no Novo Testamento da Bíblia Sagrada, tem mais de 2000 anos e é compartilhado até os dias atuais com bilhões de seguidores – fazendo do Cristianismo a vertente religiosa com o maior número de adeptos no mundo. Jesus Cristo transmitiu seus ensinamentos "apenas" aos seus 12 apóstolos, e esses tiveram como missão compartilhar a mensagem d’Ele até que todos sejam alcançados (Conforme o livro de Marcos - Bíblia Sagrada). Mesmo com a quantidade de percalços e dificuldades enfrentadas pelos primeiros cristãos para comunicar essa boa nova às nações, a religião continua crescendo e em busca desse objetivo. Entretanto, ao contrário da unidade que havia entre os primeiros membros, durante os anos, divergências geraram muitas divisões dentro desse grupo. Consequentemente, hoje temos inúmeras denominações e interpretações das Escrituras, o que nos traz dúvidas e um certo incômodo: a boa notícia do Evangelho de Jesus está sendo transmitida corretamente às pessoas? Elas estão entendendo corretamente o significado dessa notícia? Ao longo dos anos esses princípios têm sido ensinados da mesma maneira em sua essência (não estou questionando os métodos)?

5. O desafio da comunicação cristã contemporânea

O cristianismo que está sendo comunicado atualmente é muito mais triunfalista do que realista, a mensagem da cruz está sendo preterida pela mensagem mercantilista do “seja feliz custe o que custar” e “Deus (servo!) o fará”, algo bem diferente do que foi ensinado inicialmente. A prova disso é o crescimento exponencial da teologia da prosperidade, que na realidade nada mais é do que uma mistura de misticismo e positivismo. Com mensagens focadas no "eu-homem", utilizando as mais avançadas técnicas de comunicação, ganham inúmeros adeptos. Porém, esses ensinamentos não estão de acordo com a mensagem bíblica, transmitindo algo que não está implícito no cristianismo. Pois, no Evangelho não há afirmação de que o cristão esteja livre de sofrimento, que sempre terá dinheiro, saúde e sucesso. Olhando atentamente as Escrituras veremos que todos os grandes homens e mulheres da Bíblia passaram provações, dificuldades e sofrimentos, não teria porque ser diferente para os cristãos de hoje. Eis o desafio dos tempos atuais: comunicar o Evangelho em sua plenitude, sabendo diferenciar (inclusive quando compartilhar) suas convicções e opiniões pessoais (cada um tem a sua) das diretrizes de algo tão importante - pois a religião implica necessariamente na forma de viver das pessoas. Se temos o privilégio de ensinar, temos também a responsabilidade de comunicar pensando no ouvinte, em concordância com o que aprendemos e com o que cristianismo genuíno ensinou ao longo desses 2.000 anos. Conforme o livro de Atos, os que aceitaram os ensinamentos eram unânimes de pensamento e, trabalhando em unidade, a igreja teve um crescimento não apenas quantitativo, mas qualitativo (Atos 2:42-47). Portanto, esse deve ser o objetivo daqueles que almejam o cumprimento da ordenança deixada por Jesus em Marcos 16:16: Indo por todo o mundo e ensinando o evangelho a todos, até os confins da terra. Deus vos abençoe.

Fontes Bibliográficas

SAGRADA, Bíblia. Nova Versão Internacional
SANTOS, Marcelo & PINHEIRO, Jorge. Manual da História e do Pensamento Cristão. São Paulo. Fonte Editoral, 2011.
SILVA, Maria Julia Paes da. Comunicação tem remédio. São Paulo. Loyola, 2006.
A IMPORTÂNCIA DA COMUNICAÇÃO EFICAZ NAS ORGANIZAÇÕES. Instituto Brasileiro de Coaching (visitado em 29/02/16): http://www.ibccoaching.com.br/portal/artigos/importancia-da-comunicacao-eficaz-nas-organizacoes/
O QUE É COMUNICAÇÃO. Portal Educação (visitado em 29/02/16):  http://www.portaleducacao.com.br/cotidiano/artigos/63090/o-que-e#ixzz41ZnLJegf
SIGNIFICADO DE COMUNICAÇÃO. Portal Dicionário Aurélio (visitado em 29/02/16) em http://dicionariodoaurelio.com/comunicacao

João Paulo de Almeida Silva João Paulo de Almeida Silva Author Bacharel em Teologia (formado no ano de 2015 na Faculdade Teológica Batista de São Paulo). Membro da Igreja Evangélica Batista em Perdizes desde 2014.

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